O que é negociado pelo Trader? – Mestre Trader

O que é negociado pelo Trader?

Avanço no Tópico:

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Até o momento, aprendemos que o Trader compra e vende coisas e ganha bastante dinheiro com isso. Agora, que tipo de coisa o Trader está mesmo comprando?

Para ser mais exato, ele não está comprando coisas. São contratos de ativos financeiros.

Quando o Trader compra petróleo em sua plataforma online, ele não espera que um caminhão apareça em sua porta com o produto. Ele está simplesmente comprando um contrato, que está ligado ao preço atual do petróleo. Nesse caso, em termos econômicos, o Petróleo é chamado de ativo subjacente. Quando você negocia um contrato de ouro, Ouro é o ativo subjacente do contrato. Entendeu agora?

Esses contratos possuem regras estritas e especificas para cada um, e a forma de negociação,  são diferentes.

No programa avançado de Trading, o Mestre Trader foca em CFDs e Forex devido a sua praticidade, baixos custos, depósitos iniciais que cabem em seu bolso, e por último, mas não menos importante, a velocidade de processamento de suas operações. Ter que esperar dias para dinheiro creditar em sua conta depois de fechar um investimento, é coisa do passado.

Em geral, os contratos mais negociados por Traders são:

Opções, Futuros, CFDs e Forex

Contrato de Opções

 

Um contrato de opção, é um contrato a prazo, feito entre duas partes, que dá ao comprador o direito (mas não a obrigação) de comprar ou vender o ativo subjacente, a um preço determinado, em uma determinada data.

Para adquirir esse direito, o titular do contrato paga a contraparte um preço estabelecido em mercado: chamado prêmio da opção.

Contratos de opções existem em forma de compra e venda.

Opção de Compra: este tipo de opção, confere a seu titular o direito de comprar uma quantidade estabelecida de um determinado ativo, em uma determinada data – ou antes da mesma – a um preço especificado. Se o titular usar seu direito, a outra parte tem a obrigação de vender o ativo ao titular, de acordo com os termos de contrato.

Opção de Venda: este tipo de opção confere a seu titular o direito, mas não a obrigação, de vender uma quantidade estabelecida de um determinado ativo, em uma determinada data – ou antes da mesma- a um preço especificado. Se o titular usar seu direito, a outra parte tem a obrigação de comprar o ativo do titular, de acordo com os termos do contrato.

Para facilitar o entendimento, vamos dar um exemplo de nosso dia a dia. Vamos supor que você decidiu casar, e foi atrás daquele local badalado para fazer a festa.

Conversando com o simpático dono, você descobre que pode reservar o salão para daqui 1 ano, e vai lhe custar apenas 10.000 dinheirinhos. Para isso, você pagaria uma pequena taxa de reserva, ou o “prêmio” de 500. Você achou o acordo justo e decidiu fechar o contrato.

Nessa negociação, você tem o direito (e não dever) de alugar o salão por aquele preço, naquela data.

Agora, vamos supor que semanas antes do casamento você descobre que sua futura esposa esta grávida de trigêmeos, e 10.000 dinheiros para um salão de festas agora, parece loucura. Você opta por exercer o seu direito de não alugar o salão, porém você perde seus 500 de reserva.

Agora, por outro lado, suponhamos que o local é mesmo muito badalado e você recebe a oferta de 100.000 para um jogador de futebol, fazer a festa naquele dia, de última hora (ele precisava casar correndo com a namorada que estava gravida).  Como você possuía o contrato dando o direito de alugar naquela data por 10.000, os 90.000 restantes são todos seus.

Eu sei que esse exemplo foi exagerado, mas o contrato de opções funciona da mesma forma. No fim do contrato você tem o direito, mas não a obrigação de adquirir o item naquela data, por aquele preço. Se não o fizer, você perde o dinheiro investido, que em nosso exemplo foi a reserva, e em um contrato de opções é o “prêmio”. Agora, por outro lado, se o preço do ativo-objeto está acima do especificado em contrato, é claro que você irá exercer seu direito e pegar o seu lucro.

O Ativo que se toma em referência para contratos futuros, são chamados ativos-objetos ou ativos subjacentes e, podem ser café, milho, ouro, Índices etc.

No Brasil, o mercado futuro mais famoso acontece no Mercado BM&F, no qual a negociação de contratos futuros de índice Bovespa (Ibovespa), dólar, boi gordo e café arábica são bastante populares entre os investidores.

Em Portugal, a Euronext Lisboa, que é parte do gigante grupo Euronext , toma conta desse mercado.

Por ser uma modalidade de contrato mais complicada, cara e lenta para se investir, contratos de opções não são foco no programa Mestre Trader.

 

Contratos Futuros

 

Esse tipo de contrato, é um acordo assumido entre duas partes, que dá ao comprador uma obrigação de comprar o ativo financeiro (e ao vendedor a obrigação de vender) a determinado preço em determinada data. No mercado futuro, Traders apostam em cotações futuras do ativo e o fazem por proteção (hedge), ou simplesmente por especulação.

Os contratos futuros surgiram muito antes do mercado de ações. Em 1750 antes de cristo, o Rei Hammurabi criou um código, permitindo que a venda de produtos e serviços pudessem ser acordados através de contratos, a um preço determinado, em uma data futura. Isso gerava mais estabilidade para o produtor e consumidor, principalmente na área agrícola.

Como o investimento em produção agrícola leva tempo para gerar retorno, e o resultado de uma colheita está sujeito a diversos fatores, um produtor pode se proteger da variação dos preços, vendendo um contrato futuro antes mesmo de colher o produto.

Para o comprador do contrato a estratégia é a mesma. Ele sabe que irá precisar comprar aquele item no futuro, e quer se proteger da variação de preços até a data estipulada, onde o produtor irá entregar o item a preço pré-definido.

Vamos dar como exemplo, o agricultor que produz trigo, e o empresário que precisa de uma quantidade imensa de trigo para produzir sua cerveja artesanal.

O empresário sabe que trigo está cada dia mais caro, e sua empresa está produzindo cada vez mais. Como forma de proteção ele quer “lacrar” o preço de determinada quantidade de Trigo para daqui a um ano.

Suponhamos que em exato 1 ano, o agricultor irá colher 10.000 sacas do produto, e que o preço atual seja de 50 a saca. É claro que o produtor poderia simplesmente produzir o trigo, e vender pelo preço de mercado daqui a um ano. Porém, com a volatilidade do mercado, daqui a um ano, os preços podem estar em qualquer nível. Como forma de proteção, o produtor pode garantir um preço de venda, entrando em um contrato futuro. Para isso, ele iria fazer um contrato futuro, com o empresário que produz cerveja para entregar, digamos 1.000 sacas de Trigo daqui a um ano.

Cálculos matemáticos irão determinar o preço da saca de trigo para a data determinada no futuro. Vamos supor, que o contrato de um ano para esse trigo, teve o preço de 54 por saca. Em 1 ano o produtor é obrigado a entregar 1.000 sacas de Trigo ao preço total de 54.000.

Repare que o empresário produtor de cerveja, irá pagar o preço de 54 por saca, independente do preço de mercado naquele momento. Se o trigo estiver acima de 54, esse empresário fez um bom negócio, se estiver abaixo, ele estaria pagando um preço acima do mercado. Este é o risco assumido ao se entrar em um contrato futuro.

Contratos futuros podem ser adquiridos usando alavancagem. Abordaremos mais sobre alavancagem nos próximos capítulos.

 

CFDs

 

CFD, Contracts for Diference em inglês ou simplesmente contratos por diferença, é um acordo entre duas partes, de trocar a diferença entre o preço de abertura e o preço de fechamento de um contrato. O CFD é um instrumento negociável que espelha o movimento do ativo subjacente.

CFDs foram originados no início da década de 90, pelo desejo de Traders institucionais e fundos de investimentos em vender ações, mas sem ter que passar pelo processo caro e doloroso de emprestar uma ação.

A razão pela qual CFDs ficaram tão populares entre Investidores e Traders profissionais e amadores, é uma combinação do seguinte, mas não se resume a:

  • Menores taxas e custos do que transacionando ações.
  • Pode ser utilizado com alavancagem, o que dá ao Trader maior poder de compra.
  • Oferecem a habilidade de vender e lucrar com a queda do mercado mesmo não possuindo o ativo subjacente.
  • Você pode limitar e gerenciar suas perdas utilizando Stop Loss.

 

Através de CFDs, você pode negociar ativos das mais variadas classes, como Ações, ETFs, Índices de bolsa, Matérias-primas (commodities), e diversos outros ítens negociáveis. Os CFDs, permitem que o Trader negocie um contrato de determinado instrumento financeiro, sem a necessidade de possuir o respectivo ativo subjacente.

A forma com que CFDs funcionam é bem clara. Se você acredita que o preço de determinado ativo irá subir, você compra (também conhecido como ir longo ou buy). Se você acha que o preço do ativo irá cair no futuro, você abre uma operação de venda (também conhecido como venda a curto ou short selling).

CFDs não possuem data de maturidade. Se você deseja fechar uma posição, basta efetuar a operação contrária. Um contrato de compra é encerrado com uma venda e um contrato de venda é encerrado com a compra.

Para entender melhor CFDs, você precisa saber o conceito de Alavancagem e Margem. Ao afirmar que CFDs são produtos alavancados, estamos dizendo que você só precisa depositar uma pequena fração do tamanho total da operação, para poder entrar no mercado. Margem é o montante que você precisa deixar depositado como garantia para a operação. Gerenciar sua margem, é essencial para a sobrevivência ao longo prazo do Trader, e ensinaremos como faze-lo ao longo do curso.

 

Exemplo de uma operação:

O Trader deseja negociar 100 ações do Facebook, em forma de CFDs. Ao conferir sua plataforma, ele encontra dois preços: Preço de Venda (Bid) = 115.00 e o Preço de Compra (Ask) = 115.08. Não se assuste, esse 0.08 de diferença entre os preços é o spread, que é o custo cobrado pela corretora para abrir essa operação.

Como o Trader acredita que o preço da Ação irá subir no futuro, ele clica no botão COMPRAR e adquire as 100 ações a 115.08 cada, totalizando 11.508,00.

Utilizando de Alavancagem, ele poderia abrir essa operação com apenas uma fração desse valor. Se a alavancagem fosse de 50:1 por exemplo, ele precisaria depositar apenas 230 para abrir esse contrato.

No fim do dia, o Trader abre a plataforma, e agora ele vê o preço de Compra 117.58 e de Venda a 117.50.

Se ele decidisse fechar a operação, como ele tinha aberto uma operação de compra, ele iria sair do contrato efetuando uma VENDA, portanto, o preço considerado seria de 117.50.

Seu contrato que valia 11.508,00 agora vale 11.750,00, e o Trader teria lucrado aproximadamente $ 242 com essa operação. Sem mais taxas ou encargos extras. O spread já foi pago quando você abriu a operação. Lembre-se que isso é apenas um exemplo, spreads podem variar de corretora para corretora.

Fique atento, no próximo tópico vamos mostrar como o Trader obtém lucro, operando do seu computador, quando os mercados estão em alta.


     

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